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8 coisas muito legais que dá para fazer com o ChatGPT e muita gente ainda não usa

8 coisas muito legais que dá para fazer com o ChatGPT e muita gente ainda não usa
Durante um bom tempo eu usei o chatgpt do jeito mais óbvio possível: fazia uma pergunta, recebia uma resposta e fechava a conversa.

Funcionava. Mas era quase como comprar um smartphone e usá-lo apenas para fazer ligações.

A ficha começou a cair quando passei a pedir coisas diferentes. Em vez de “me explique xadrez”, por exemplo, experimentei pedir para organizar o aprendizado em um mapa mental, começando pelas peças, passando pelos movimentos e chegando aos conceitos de abertura, meio-jogo e final.

A diferença parece pequena, mas não é.

Você deixa de receber um paredão de texto e começa a enxergar o assunto.

E isso vale para xadrez, dama, inglês, história, programação, matemática, jardinagem e praticamente qualquer tema que tenha etapas ou conceitos conectados.

Foi aí que comecei a achar o ChatGPT realmente interessante.

1. Criar um mapa mental para aprender praticamente qualquer coisa

Essa provavelmente é uma das minhas formas favoritas de começar um assunto que conheço pouco.

Imagine que você queira aprender xadrez.

Em vez de perguntar simplesmente “Como jogar xadrez?”, eu tentaria algo assim:

“Sou iniciante em xadrez. Organize tudo o que preciso aprender em um mapa mental, começando do zero e avançando aos poucos. Mostre primeiro apenas a estrutura geral.”

Pronto. Agora existe um caminho.

Você pode fazer exatamente a mesma coisa com dama, fotografia, violão, Excel, história do Brasil ou até manutenção básica de carro.

O detalhe que aprendi usando esse tipo de pedido é não solicitar tudo de uma vez. Quando recebo dez explicações enormes, minha tendência é ler duas e abandonar o resto.

Prefiro montar o mapa e depois dizer: “Vamos começar apenas pelo primeiro ramo.”

Para mim, funciona muito melhor.

2. Transformar o ChatGPT em um professor que não entrega a resposta imediatamente

Essa função eu acho especialmente interessante para quem estuda.

O ChatGPT possui um Modo de Estudo criado justamente para trabalhar dessa maneira. Em vez de simplesmente jogar a resposta na tela, ele pode fazer perguntas, orientar o raciocínio e verificar se você realmente entendeu.

E existe uma diferença enorme entre ler uma explicação e descobrir que você consegue explicar aquilo sozinho.

Eu usaria um comando mais ou menos assim:

“Quero aprender porcentagem. Não me dê as respostas prontas. Explique uma etapa, faça uma pergunta e espere minha resposta antes de continuar.”

Esse pequeno detalhe muda completamente a conversa.

O ChatGPT deixa de parecer uma enciclopédia e começa a funcionar mais como aquele professor paciente que percebe onde você travou.

3. Criar quiz, desafios e flashcards sobre qualquer assunto

Aqui está uma função simples que eu considero subestimada.

Depois de estudar alguma coisa, peça para o ChatGPT tentar pegar você no erro.

Sim, literalmente.

Se eu estivesse aprendendo xadrez, por exemplo, pediria:

“Crie um quiz com 10 perguntas para descobrir se eu realmente entendi os movimentos das peças. Faça uma pergunta por vez e não revele a resposta antes de eu tentar.”

Também dá para transformar uma matéria em flashcards, aumentar gradualmente a dificuldade ou pedir que ele volte justamente aos pontos em que você errou.

Na minha opinião, essa última parte é a mais interessante.

Um quiz genérico testa o conteúdo. Um quiz criado a partir dos seus próprios erros testa você.

4. Mandar uma foto e perguntar “o que estou vendo aqui?”

Outra mudança de hábito que vale experimentar é parar de achar que tudo precisa ser digitado.

Dependendo das ferramentas disponíveis na sua conta, você pode enviar imagens e arquivos para análise.

Isso abre usos bem mais cotidianos.

Fotografou uma planta e quer entender melhor o que está vendo? Tem uma tabela confusa? Recebeu um gráfico que parece escrito em outra língua? Encontrou uma peça ou objeto e não sabe para que serve?

Uma imagem pode ser o começo da conversa.

Eu gosto principalmente de acrescentar uma segunda pergunta:

“Explique como se eu nunca tivesse visto isso antes.”

Parece bobagem, mas evita aquela resposta tecnicamente correta que exige outras cinco pesquisas para ser entendida.

5. Jogar e aprender xadrez, dama e outros jogos com o ChatGPT

Aqui eu faria uma distinção importante.

O mais divertido não é simplesmente mandar o ChatGPT “jogar xadrez”. Para jogar seriamente, existem ferramentas especializadas muito melhores.

O que eu acho interessante é usá-lo como companheiro de aprendizado.

Por exemplo:

“Estou aprendendo dama. Crie uma situação simples de jogo, apresente três jogadas possíveis e me pergunte qual eu escolheria. Depois explique as consequências de cada escolha.”

Isso transforma a partida em exercício de raciocínio.

No xadrez, eu faria algo parecido com xeque-mate, desenvolvimento das peças, controle do centro e erros comuns de iniciantes.

O objetivo não precisa ser derrotar a inteligência artificial. Pode ser entender por que uma jogada aparentemente boa colocou sua rainha em apuros três movimentos depois.

6. Conversar por voz para treinar idiomas ou apresentações

Essa é uma daquelas funções que parecem comuns até você encontrar um uso realmente útil.

Imagine que você está aprendendo inglês.

Em vez de apenas pedir traduções, pode conversar, pedir correções e criar situações.

“Finja que estou chegando a um hotel em Londres e preciso fazer o check-in.”

Ou:

“Faça uma entrevista de emprego comigo e, no final, diga onde minhas respostas ficaram confusas.”

Também acho interessante para quem precisa apresentar um trabalho.

Explique o assunto em voz alta e peça perguntas difíceis. Se você consegue responder sem olhar suas anotações, provavelmente entendeu melhor do que imaginava.

7. Transformar uma ideia em imagem, esquema ou infográfico

Esse uso me pegou justamente porque resolve um problema que muita gente tem: sabemos o que queremos mostrar, mas não sabemos desenhar.

Você pode descrever uma cena, um conceito ou uma composição e pedir uma imagem.

Para estudar o sistema solar, por exemplo, eu poderia pedir uma ilustração didática. Para entender uma cadeia alimentar, um esquema visual. Para apresentar uma ideia de decoração, uma representação do ambiente.

E dá para fazer algo ainda mais interessante: primeiro conversar sobre o assunto, organizar as informações e só depois transformar aquilo em um visual.

É justamente a lógica do infográfico que acompanha este artigo.

Primeiro organizamos as funções que realmente seriam úteis para uma pessoa comum. Depois pensamos em como mostrar isso visualmente.

8. Usar a internet e documentos sem ficar pulando entre dez abas

Talvez essa seja uma das mudanças mais práticas no meu uso.

Há situações em que uma resposta baseada apenas no conhecimento geral não basta. Preços mudam, produtos são lançados, regras são atualizadas e notícias envelhecem rápido.

Quando a pesquisa na web está disponível, o ChatGPT pode buscar informações atuais e apresentar fontes.

Também é possível trabalhar com documentos enviados, dependendo dos recursos disponíveis na conversa.

Eu gosto de pensar nisso menos como “a IA sabe tudo” e mais como “tenho alguém me ajudando a organizar o que encontrei”.

Essa diferença é importante.

O truque que mais melhorou minhas respostas não é uma função escondida

Depois de testar muita coisa, percebi algo curioso.

Os melhores resultados normalmente aparecem quando eu paro de escrever comandos como se estivesse preenchendo um formulário.

Em vez de:

“Explique xadrez.”

Eu prefiro:

“Nunca joguei xadrez. Tenho dificuldade para decorar regras e aprendo melhor vendo situações práticas. Quero conseguir jogar uma partida básica. Por onde você começaria comigo?”

É uma conversa completamente diferente.

E aqui está um insight que demorei um pouco para perceber: você não precisa saber criar prompts sofisticados para usar bem o ChatGPT.

Na verdade, explicar sua dificuldade com palavras normais costuma ser mais útil do que copiar aqueles prompts gigantes que circulam pela internet.

Uma função que eu criaria para quase qualquer assunto: a trilha de aprendizado

Se eu tivesse que mostrar apenas uma experiência para alguém que nunca usou inteligência artificial além de perguntas e respostas, provavelmente seria esta.

Escolha alguma coisa que você sempre quis aprender.

Pode ser xadrez. Dama. Inglês. História. Fotografia. Excel. Astronomia. Culinária.

Depois escreva:

“Quero aprender [ASSUNTO] do zero. Descubra primeiro o que eu já sei. Depois crie uma trilha de aprendizado curta, com mapa mental, explicações simples, exercícios práticos e pequenos testes. Avance apenas quando eu demonstrar que entendi.”

Isso reúne várias possibilidades em uma única experiência.

E, curiosamente, a parte mais legal não é receber respostas.

É perceber que a conversa começa a mudar conforme você aprende.

Um alerta que vale deixar bem claro

ChatGPT pode errar.

Isso parece uma observação óbvia, mas fica menos óbvia quando a resposta aparece organizada, segura e muito bem escrita.

Eu teria cuidado especial com informações médicas, jurídicas, financeiras, acadêmicas ou qualquer decisão importante.

Até no Modo de Estudo existe essa recomendação de conferir informações relevantes.

Também não trataria uma análise de fotografia como diagnóstico profissional nem uma explicação sobre investimentos como ordem para colocar Dinheiro em alguma coisa.

Para mim, o melhor jeito de usar IA continua sendo este: como ferramenta para pensar melhor, não como substituta do pensamento.

Talvez este seja o jeito errado de perguntar “o que o ChatGPT faz?”

Quanto mais eu uso essas ferramentas, menos sentido vejo em procurar uma lista definitiva de funções.

A pergunta que ficou mais interessante para mim é outra:

“Existe alguma coisa que eu faço hoje de um jeito complicado que poderia virar uma conversa?”

Às vezes é estudar xadrez.

Às vezes é entender um PDF enorme.

Às vezes é praticar inglês sem vergonha de errar.

Ou simplesmente pegar aquela curiosidade que está há cinco anos na cabeça e finalmente aprender alguma coisa sobre ela.

Talvez seja justamente aí que o ChatGPT deixe de ser apenas um lugar onde você faz perguntas e comece a ficar realmente interessante.

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